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Curso de Cromoterapia


Cromoterapia

 

        Cromoterapia é integrante do conjunto de terapias naturais, cujo método é o emprego de cores, o tratamento alivia os sintomas, reequilibra o emocional - podendo evitar doenças psicossomáticas. Sua aplicação desfaz os bloqueios energéticos acarretados por traumas e outros fatores desequilibrantes, que ocorrem ao longo da vida. A cromoterapia promove equilíbrio dos corpos emocional, mental e físico, tornando o indivíduo mais harmonioso e com maior capacidade para enfrentar dificuldades no convívio social.

        Tudo na natureza necessita da luz solar para viver, ou não haveria vida - a luz do sol é decomposta em sete raios principais que se distribuem em nossos corpos sutis, a má distribuição da energia oriunda do espectro ocasiona mal estar e desconforto, podendo ocorrer doenças. É importante um bom estudo e pesquisa sobre as cores, pois fica mais claro como elas influenciam nossas vidas - psicologicamente, as cores podem estimular ou não, dependendo da associação que cada um faz a respeito, alterando o comportamento, por indução no mental e conseqüente modificação das emoções.

        A personalidade, também tem influência das cores de acordo com a preferência, podendo mudar conforme a situação mental e emocional do indivíduo. A primeira cor escolhida está relacionada com aspectos reais (como a pessoa é para os outros), a segunda se relaciona com os objetivos e o que quer na vida, a cor que a pessoa não gosta é referente às frustrações e decepções.

 


 

A descoberta da cores

 

        Cor é a sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão. A luz é composta por ondas de diferentes comprimentos e produzida pela movimentação de cargas elétricas. Isaac Newton (1642-1727), fracionou um raio de luz solar (luz branca) em sete cores com um prisma de vidro transparente (realizado em 1665) - provou-se que as radiações de ondas diferentes são coloridas e perfazem um total de sete cores básicas ou fundamentais: vermelho, laranja, amarelo (ondas longas), verde (intermediário), azul, índigo e violeta (ondas curtas). Newton fez essas cores atravessarem outro prisma, que saíram com a luz branca de origem. Essas sete cores formam o espectro solar, observado pela presença do arco-íris.

        Portanto, a síntese de todas essas cores resulta no branco e a ausência das mesmas é definida pelo negro. As cores primárias (amarelo, vermelho e azul) são puras e, se misturadas, produzem o branco e não podem ser obtidas pela mistura das outras. As cores secundárias (verde, violeta e laranja) são obtidas pela mistura entre as três primárias: amarelo e azul = verde; amarelo e vermelho = laranja; azul e vermelho = violeta. As cores complementares, se misturadas, se anulam e dão o branco - o amarelo é anulado pelo violeta (azul + vermelho), o azul é anulado pelo laranja e o vermelho pelo verde. A combinação de diferentes nuances possibilita uma variedade rica de tonalidades, desde os mais claros até os mais escuros.

 


 

O espectro eletromagnético

 

        Cada cor tem seu ângulo de refração, é composta por fótons e ondas. O que determina a luz é o comprimento de onda existente em cada faixa do espectro eletromagnético. O que se vê é a cor que o objeto reflete - a luz incide na matéria, esta a absorve e reflete na superfície (as cores que vemos são as refletidas, as que o objeto não absorveu).

 

Teoria ondulatória: "A energia eletromagnética tem forma sinuosa, harmônica (assume valores que se repetem em determinados períodos) que se propaga na velocidade de 300 Km/s (velocidade da luz)".

 

As duas características mais importantes das ondas eletromagnéticas são:

 

1. Comprimento de onda - Distância entre dois picos consecutivos das ondas eletromagnéticas. É medido em nanômetros (nm).

2. Freqüência - Número de picos que passam por um determinado ponto, numa unidade de tempo. É medida em hertz (Hz) - 1 Hz = 1 ciclo/seg.

 

A divisão do espectro eletromagnético é feita em regiões:

 

- Raios cósmicos

- Raios gama: Menor que 0,10 nm

- Raios X: 0,01 nm a 1 nm

- Ultra violeta: 1 nm a 400 nm

- Visível: Azul - 400 nm a 500 nm

              Verde - 500 nm a 600 nm

              Vermelho - 600 nm a 700 nm

- Infravermelho: Refletido - 700 nm a 3000 nm

                         Termal  - 3000 nm a 1 mm

- Microondas: 1 mm a 1 m

- Rádio e TV: Maior que 1 m

 

Interações das energias, eletromagnética e matéria

 

- A radiação pode passar através da matéria e ser transmitida, pode ser absorvida pela matéria e causar seu aquecimento.

- A radiação pode ser emitida pela matéria (sendo a temperatura acima de 0° K) - a quantidade de energia que a matéria emite é em função da temperatura de superfície.

- A radiação pode ser espalhada ou dispersada (desviada em todas as direções) - quanto menor o comprimento de onda, maior a dispersão pela atmosfera.

- A radiação pode ser refletida (retorna sem que haja mudanças), a partir de uma superfície e segundo um ângulo igual, porém oposto ao ângulo de incidência dessa superfície, ou espalhar-se em todas as direções (após a reflexão) - quanto menor o comprimento de onda, menor é o tamanho do objeto a ser registrado.

 


 

Sensorialidade

 

        O texto abaixo relata de forma bem clara como percebemos o mundo por meio de nossos sentidos, uma interação entre cérebro - mente - emoções, onde a criatividade é fator muito importante.

Artigo veiculado pela revista Cérebro & Mente (www.epub.org.br/cm/)

 

Percepção e Realidade

Autor: Jorge Martins de Oliveira, MD, PhD

 

Nossa percepção não identifica o mundo exterior como ele é na realidade, e sim como as transformações, efetuadas pelos nossos órgãos dos sentidos, nos permitem reconhecê-lo. Assim é que transformamos fótons em imagens, vibrações em sons e ruídos e reações químicas em cheiros e gostos específicos. Na verdade, o universo é incolor, inodoro, insípido e silencioso.

Para a moderna neurociência, o real conceito de percepção começou a brotar, quando Weber e Fechner descobriram que o sistema sensorial extrai quatro atributos básicos de um estímulo: modalidade, intensidade, tempo e localização, Hoje não mais se admite, como acontecia no passado, que o nosso universo perceptivo resulte do encontro entre um cérebro "ingênuo" e as propriedades físicas de um estímulo. Na verdade, as percepções diferem, qualitativamente, das características físicas do estímulo, porque o cérebro dele extrai uma informação e a interpreta em função de experiências anteriores com as quais ela se associe. Nós experimentamos ondas eletromagnéticas, não como ondas, mas como cores.

Experimentamos objetos vibrando, não como vibrações mas como sons. Experimentamos substâncias químicas dissolvidas em ar ou água , não como químicos, mas como cheiros e gostos específicos. Cores, tons, cheiros e gostos são construções da mente, à partir de experiências sensoriais. Eles não existem, como tais, fora do nosso cérebro. Na verdade, o universo é incolor, inodoro, insípido e silencioso.

Assim, já se pode responder a uma das questões tradicionais dos filósofos: Há som, quando uma árvore desaba numa floresta, se não tiver alguém para ouvir? Não, a queda da árvore gera vibrações. O som só ocorre se elas forem percebidas por um ser vivo! As informações, oriundas do meio ambiente ou do próprio corpo, são captadas pelos sistemas sensoriais e o cérebro as utiliza para três funções : percepção, controle dos movimentos corporais e manutenção do estado de vigília.

O sistema sensorial começa a operar quando um estímulo, via de regra, ambiental, é detectado por um neurônio sensitivo, o primeiro receptor sensorial. Este converte a expressão física do estímulo (luz, som, calor, pressão, paladar, cheiro) em potenciais de ação, que o transformam em sinais elétricos. Daí ele é conduzido a uma área de processamento primário, onde se elaboram as características iniciais da informação: cor, forma, distância, tonalidade, etc., de acordo com a natureza do estímulo original.

Em seguida, a informação, já elaborada, é transmitida aos centros de processamento secundário do tálamo. (se originada por estímulos olfativos, ela vai ser processada no bulbo olfatório e depois segue para a parte média do lobo temporal). Nos centros talâmicos, à informação se incorporam outras, de origem límbica ou cortical, relacionadas com experiências passadas similares.

Finalmente, bem mais alterada, a informação é enviada ao seu centro cortical específico. A esse nível, a natureza e a importância do que foi detectado são determinados por um processo de identificação consciente a que denominamos percepção.

O que percebemos?

Percebemos o mundo ao redor, através dos nossos sistemas sensoriais. Cada sistema é nomeado de acordo com o tipo da informação: visão, audição, tato, paladar, olfato e gravidade. Esta última ligada à sensação de equilíbrio. Discretos receptores sensitivos, captam estímulos proprioceptivos, que indicam a posição do corpo e de suas partes, enquanto outros, que recebem estímulos denominados cinestésicos, são responsáveis pela monitorização dos movimentos, auxiliando-nos a andar, correr e realizar outras atividades cinéticas, segura e coordenadamente.

"Sensores", mais sutis, captam informações como temperatura, excitação sexual e volume sanguíneo. Cada um dos sistemas sensoriais também distingue as qualidades do sinal detectado. Assim é que percebemos a luz em termos de cor e brilho. Em um som, detectamos tonalidade e altura. O paladar indica se o alimento é doce, amargo ou salgado. Receptores táteis permitem distinguir como as sensações atuam sobre a pele: por pressão contínua ou por vibração. Receptores especiais informam sobre a intensidade de cada estímulo, enquanto outros dizem de onde ele vem, quando começou e por quanto tempo persiste.

Ainda que dois seres humanos dividam a mesma arquitetura biológica e genética, talvez o que eu percebo como uma cor distinta e cheiro, não é exatamente igual à cor e cheiro que você percebe. Nós damos o mesmo nome a esta percepção, mas nós não sabemos como elas se relacionam à realidade do mundo externo. Talvez nunca saberemos.

 

Autor: Jorge Martins de Oliveira, MD, PhD

Professor Titular e Mestre da UFRJ. Livre-Docente da UFF. Coordenador Científico e Diretor do Departamento de Neurociências do Instituto da Pessoa Humana (RJ). Fellow em Pesquisa pelo Saint Vincent Charity Hospital, Cleveland, USA. Membro Titular da Academia Brasileira de Medicina Militar. Membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores, Diplomado pela Escola Superior de Guerra (ESG).

 

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