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[Princípio Ativo] [Preparo e Uso] [Curso de Fitoterapia] Fitoterapia Tweet
Fitoterapia é o tratamento através das "plantas medicinais", preocupando-se com o equilíbrio nutricional e levando em consideração os fatores que agem sobre as pessoas, procura estabelecer um estado energético harmônico. Os produtos fitoterápicos são combinações de plantas, manipuladas em cápsulas, comprimidos, tabletes, líquidos ou pós, destinadas ao reequilíbrio dos sistemas orgânicos, permitindo ao indivíduo restaurar seu estado de saúde. As combinações de ervas podem restabelecer o emocional, como em casos de depressão, ansiedade, angústia, irritação, insônia etc. A Fitoterapia, ou uso das plantas como remédio, foi divulgado e transmitido entre as mais antigas civilizações conhecidas, em todos os Continentes. Houve desenvolvimento para a cultura alimentar e pesquisa de suas substâncias terapêuticas. O conhecimento humano sobre as plantas medicinais estão inseridos em três grandes períodos - egípcio, grego e romano, transmitido principalmente pelos árabes. Conhecimentos do antigo Egito, foram divulgados na Mesopotâmia. O doutor Reginald Campbell Thompson, em 1924, identificou 250 vegetais, mineiras e substâncias diversas, que os médicos haviam utilizado (especialmente a beladona, administrada contra os espasmos, a tosse e a asma). Pergaminhos da Mesopotâmia mencionam o cânhamo indiano, com propriedade analgésica que é receitada para bronquite reumatismo e insônia. Em 1928, Friedrich Wohler sintetizou a uréia (substância orgânica) a partir de matéria prima inorgânica (cianato de amônio), revolucionando o conhecimento da época que concebia a matéria orgânica obtida apenas de vegetais ou animais. Após esse fato, a farmacologia moderna rumou para a elaboração de medicamentos sintéticos - atualmente, vários medicamentos industrializados têm sido desenvolvidos a partir de plantas medicinais, com base nas indicações populares como: ácido acetil-salicílico (AAS), digitálicos, morfina, quinina, atropina e a artemisinina (um antimalárico isolado de Artemisia annua), vincristina e vimblastina (dois alcalóides isolados de Cataranthus roseus, eficazes contra determinadas neuplasias), dentre outros. A Idade Média não foi caracterizada por progressos científicos, no domínio da ciência, da magia e da feitiçaria, confundiam-se drogas como meimendro-negro, a beladona e a mandrágora como plantas de origem diabólica - Joana d`Arc foi acusada de atormentar os ingleses pela força e magia de uma raiz de mandrágora escondida sob a couraça. Com as rotas marítimas, produtos dos países longínquos se tornam conhecidos, dentre eles as plantas - o curare com propriedades mortais, casca de quina utilizada para baixar a temperatura nas febres palúdicas, a folha de coca da América como anestésico e estimulante. Exploradores, missionários e botânicos como Tournefort que, em 1792, retornou do Oriente com 1356 plantas. Em 1735, é publicado o Systema Naturae, do naturalista sueco Lineu, que classifica as plantas. O apefeiçoamento da classificação sistemática e o desenvolvimento da botânica descritiva, deu-se com os trabalhos dos irmãos Jussieu, Josseph, Antoine e Bernard, e de seu sobrinho, Antoine Laurent de Jucieu. O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido significativo nos últimos tempos, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial fez uso de algum tipo de erva, na busca de alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica. A utilização de plantas medicinais tem recebido incentivos da OMS, entretanto, segundo Furlan (1998), ainda persiste algo de misterioso quando utilizamos essas plantas, principalmente devido as suas relações com a mitologia. Segundo Accorsi (1994), além da medicina popular, existem inúmeras outras alternativas terapêuticas, algumas muito antigas e outras mais contemporâneas, como: Acupuntura, Dietética, Do-in, Ergoterapia, Fitoterapia, Hidroterapia, Homeopatia, Macrobiótica, Massoterapia, Oligoterapia, Talasoterapia, Vertebroterapia, Probiótica, etc. Atualmente, as plantas medicinais são estudadas cientificamente pela Fitoterapia, que explica através da Fitoquímica, como as plantas curam.
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