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Música e Terapia

 

Desde tempos remotos a música vem sendo aplicada com diversas funcionalidades, e já sabia-se que a música pode atuar alterando a percepção e cognição.

Como se preparar para a escolha e uso das músicas

. Sempre selecionar as músicas - Não aceitar tudo que é veiculado pela mídia e pelos locais onde vamos.

. Ouvir de forma consciente - Tudo que se ouvido é importante, seja na TV, rádio ou aparelho de som. Ao escutar, devemos dar atenção e sentir a harmonia (ou não) do som, um exercício para entrar em sintonia com a música e filtrar o que não é benéfico, vindo dos meios de comunicação de massa. Não usar o som apenas para preencher a casa com algo, se for assim, é preferível não ouvir, nada (é preciso saber escutar).

. Não ouvir música muito alta - O Volume deve ser o que deixa a audição confortável, que não mascare sons externos e, também, contribua para não danificar a audição. Volume muito alto funciona como fonte de distúrbios, mais ainda se for combinado com outros elementos na música (ritmo), baixa freqüência e luzes (independente do estilo musical).

. Familiarizar-se com a música primordial - Devemos ampliar nossos sentidos, bem como nosso conhecimento sobre as formas musicais através do tempo, entrar em contato com energias de nossa origem, ativando pontos diferentes da  consciência.

. Cantar - Musicalizar a própria voz, não se preocupando em cantar a música do momento, mas sim o que tiver vontade, priorizando a forma espontânea e criativa, sem imitar padrões de cantores e intérpretes.

. Estar em silêncio - Periodicamente, ficar em silêncio total por, pelo menos, 20 minutos, ajuda a clarear de que forma sentimos e reagimos às músicas. É um exercício de meditação, importante e aliado à boa saúde.

. Tocar ou aprender a tocar um instrumento musical - Sem haver preocupação em usar técnicas e reproduzir padrões, além dos exercícios das aulas, deve-se prestar atenção à sonoridade e a cada nota, repeti-las e sentir os efeitos produzidos.

Meditação e Música

Praticar meditação utilizando músicas, escolher um lugar onde coisa alguma incomode e possa estar confortável, em relaxamento, de olhos fechados, mantendo a respiração calma e completa, é a etapa em que são verificados os efeitos dos sons sobre o organismo, emocional e a mente.

 

Acordes da Alma

 

Música é remédio, assim como disse Platão: "A música é o remédio da alma".

A música vem sendo aplicada com finalidades terapêuticas desde os tempos mais primitivos, antigas civilizações a usava e desenvolviam técnicas e sistemas próprios. Os gregos tinham um sistema apoiado na influência e efeitos causados pelo ritmo, melodia e sons, de como interferiam no corpo e psiquismo.

O som pode causar efeito positivo ou negativo, o mecanismo da captação da vibração sonora começa no pavilhão auricular, chegam ao ouvido médio (transforma som em impulsos nervosos), os impulsos são levados pelo nervo ótico até o cérebro, onde células nervosas  identificam como som. As vibrações do som seguem pelo fluído cerebrospinal (liquor), acarretando ressonância nos compartimentos cerebrais, que vão causar diferenças no comportamento orgânico. Esse processo interage com campos eletromagnéticos, formados pelas freqüências da música ou som.

O  corpo é um sistema bioquímico e eletromagnético, também sensível a sons que não são audíveis. Quando recebemos vibrações, estas podem causar ressonância (efeitos harmoniosos, freqüências iguais ou similares, compatibilidade) ou dissonância (efeito forçado, freqüências diferentes, forçadamente a vibração mais forte se impõe à uma outra), isso pode ser positivo ou não - pela dissonância (força), pode-se levar o organismo ao equilíbrio, destruir padrões negativos, desde que bem aplicada (há padrões que, pela força, desequilibram o estado geral).


Ritmo - Melodia - Harmonia

 

Ritmo, melodia e harmonia são elementos básicos que formam a música, além de outros secundários. O ritmo pode mudar o funcionamento biológico, influencia a saúde física. A melodia interfere no estado emocional e a harmonia afeta o equilíbrio mental.

  • Ritmo - Movimento do Universo  e da natureza, vibração da vida. Ligado à pulsação, respiração, etc. Pode ser usado para reequilibrar a saúde do corpo. Ritmos irregulares que promovem excesso de estímulos, são prejudiciais e geram sobrecarga, forçando e acelerando o batimento cardíaco, desequilibrando o organismo. Ritmo estimula a bioenergia, afetam os chakras. A percussão se destaca - aumenta fluxo sanguíneo, muda freqüência cardíaca
  • Melodia - Altera os estados emocional e mental, alivia dor e stress, produz pensamentos e emoções compatíveis a ela. A melodia pode ter tons maiores (movimento, alegres, positivo) ou menores (passividade, tristes, negativo). Melodias leves e simples relaxam, a exemplo das canções de ninar, entre outras.
  • Harmonia - Engloba ritmo e melodia, formando timbres variados com importante relação entre os tons, acorde é relação harmônica entre as notas. Essa união harmoniosa gera vibrações, forma energia capaz de transformar e estabelecer ressonância ou não, com o corpo, mente e emocional - harmonizando ou desarmonizando a alma.

 

Efeitos nocivos dos sons, alta freqüência em excesso (por Jacques Baoudoresque - Neuropsiquiatra):

- Aumento da pressão arterial

- Diminuição ou perda da audição

- Problemas estomacais e úlceras

- Aumento de sudorese

- Dificuldade para perceber cores

- Visão diminuída

- Diminuição no tempo de sono

- Vertigens, cãibras, espasmos

- Doenças cardíacas agravadas

- Probabilidade em acarretar neuroses

- Aumento do consumo de oxigênio

- Desequilíbrio neuropsíquico e orgânico (irritabilidade)

- Problemas circulatórios do feto, na gravidez (Todo o corpo reage às vibrações do som)

 

Efeitos benéficos de alguns instrumentos musicais (por Robert Shauffer - Psiquiatra):

Violino - Combate insegurança

Violoncelo - Combate introspecção

Piano - Contra depressão e melancolia

Flauta Doce - Contra nervosismo e ansiedade

Sopro (Metais) - Estimulam impulsividade e coragem

 

Alguns exemplos de como a música pode ajudar:

Relaxantes

Liszt - Sonho de Amor                                  Schubert - Serenata                                 Haendel - Largo de Xerxes

Tchaikovsky - O Lago do Cisne                 Copland - Cidade Calma                         Rimsky Korsakov - Hino ao Sol

Tranqüilizantes

Schumann - Reverie                                    Haendel - Concerto Para Harpa           Bach - Suíte em Ré

Schubert - Ave Maria                                  Wagner - A Cavalgada das Walkírias

Fortalecedores

Verdi - Abertura de Aída                           Brahms - Sinfonia nº 2                            Beethoven - Concerto para Piano nº 5

Gounod - Judeus (da Ópera Fausto)      Dvorák - Sinfonia nº 5                            Strauss - O Nascer do Sol

Estimulantes

Ravel - Daphnis et Chloé                             Toselli - Serenata                                     Beethoven - As Criaturas de Prometeu

Mendelssohn - Sonho de Uma Noite de Verão                                                          Dvorák - Danças Eslavas

 

Alguns exemplos da terapia com a música:

Anti-stress - Clair de Lune (Debussy), Melancolia Matinal (Grieg), Concerto para Piano nº 1 (Brahms)

Combater nervoso e insônia - Sonho de Amor (Listz), Sonata ao Luar (Beethoven), Canção da Primavera (Mendelssohn)

Contra medo e depressão - Concerto nº 5 (O Imperador) (Beethoven), Sonho de Amor (Listz), Música Aquática

(Haendel), Serenata (Schubert), Sinfonia nº 8 (Dvorák), Noturno Opus 48 (Chopin)

Combater ansiedade - Sonho de Uma Noite de Verão (Mendelssohn), Barcarola (Offenbach)

Estimular a memória - Spectrum Suíte e Starborn (Stephen Halpern), Largo do Concerto em Dó Maior Para Clavicórdio (Bach), Concertos Para Violino (Brahms)

Ajuda na meditação - Concerto nº 2 para piano (último movimento) (Rachmaninov), Largo (Sinfonia nº 9) (Dvorák), Concerto em Lá Menor para Piano (primeiro movimento) (Grieg), Lohengrin (Prelúdio do Ato Um) (Wagner)

 

New Age - A Música da Nova Era


New Age Music - termo criado pelo médico, músico e compositor  Stephen Halpern, na década de 70, na Califórnia. Estudioso dos efeitos sonoros e músicas nos seres vivos, desenvolveu esse estilo musical que integra vários sons: Instrumental japonês, mantras indianos, percussão africana, sons acústicos, com influências impressionistas, como Debussy, Ravel e Satie.

Tais sons, inspiram, relaxam, animam, acalmam e levam, quem ouve, à expandir a consciência. São, portanto, benéficas na totalidade, músicas que merecem estar na lista de reprodução, para serem ouvidas todos os dias.